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Os fabricantes de pás

Uma das mais batidas máximas do capitalismo brada que, durante a corrida do ouro, quem realmente ficou rico foi quem decidiu vender pás. A obviedade chega a doer: se há competição feroz no lado da oferta, afinal, então há também como se explorar nele demandas por produtos ou serviços capazes de gerar algum tipo de diferenciação ou de gerar eficiência. 

Em nossos tempos, a corrida do ouro tem outro nome, mais abstrato e alinhado com a era da comunicação: a abundância mútua de oferta e demanda.

Há de tudo, afinal – menos escassez. Há tantos livros sendo escritos quanto leitores buscando textos, pensamentos clamando por olhos e ouvidos que viram noites procurando alimentos para o cérebro, tantos motoristas dispostos a dirigir quanto passageiros demandando transporte, tantas casas vazias em locais paradisíacos quanto viajantes ansiosos sem lugar para ficar.

E quem ganha mais com essa abundância quase caótica de demanda e oferta? Os fabricantes de pá, claro. No caso, os sites e apps que servem unicamente como ponto de encontro de desejos.

Tem dúvida? Veja esse pequeno – mas perfeito – infográfico abaixo:

 

Por Ricardo Almeida
Publicado em 16/07/2015 no Blog Gene do Caos

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